Isao Hayashi fala sobre a missão como novo presidente do CGC
8/1/2010 - 11:14
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| Foto Divulgação |
Técnico em contabilidade e economista, 62 anos, casado, pai de um casal e golfista desde 1985. Esse é o perfil de Isao Hayashi (foto, primeiro à esquerda), que assumiu no dia 1º deste mês a presidência do tradicional Clube de Golfe de Campinas, agremiação localizada em Sumaré. Confira a seguir a entrevista exclusiva concedida pelo dirigente ao Site da FPG.
Site da FPG – Qual é a sensação de comandar um clube tão importante? Será a sua primeira experiência à frente de uma agremiação esportiva? Quais foram suas experiências anteriores na diretoria do clube?
Isao Hayashi – Sim, é a primeira vez que vou presidir uma agremiação esportiva, porém como já atuei por vários anos como diretor-adjunto, e neste último biênio como diretor vice-presidente e capitão do Clube de Golfe de Campinas pela primeira vez, estou muito tranquilo para o que der e vier. Já presidi também um grupo de recursos humanos em Campinas por três mandatos e, por esta razão, creio que estou muito bem preparado para o cumprimento das obrigações estatutárias. A sensação é somente de mais responsabilidade para com todos os sócios, independentemente dos votos recebidos pela chapa.
O senhor acredita serem necessários muita paciência e jogo de cintura para administrar um clube?
Em parte, hoje julgo ser uma pessoa muito paciente e madura e com facilidade de vencer as dificuldades que surgem no dia a dia, e por esta razão administrar o Clube de Golfe de Campinas não será difícil.
Há algum projeto em execução para a melhoria da sede social do CGC? Existe alguma prioridade neste quesito?
Com certeza temos algumas prioridades em pendência: terminar o prédio do restaurante, que está inacabado devido à falta de verba; fazer a calçada ao longo da rua de endereço do clube, por força de uma intimação da Prefeitura local; e melhorar e comprar equipamentos para a manutenção do campo.
E quanto ao campo?
Faremos o que puder para manter e melhorar o campo para os sócios, não efetuando nenhuma obra que venha atrapalhar o jogo dos associados, exceto aqueles que a Comissão do Campo, que será criada, julgar necessária e interessante. Se contentarmos os sócios e os visitantes, com certeza poderemos aumentar o número de associados e visitantes.
O clube conta hoje com quantos associados?
Contamos com 180 sócios pagantes e mais 30 green-fees mensalistas. Precisamos e vamos ampliar o quadro de associados para próximo de 230 pessoas.
Quais serão os principais torneios do clube neste primeiro semestre? Já existe um pré-calendário?
O principal torneio do clube, sem dúvida, será o Aberto, no mês de abril. Já no segundo semestre, com certeza teremos mais uma vez o Torneio Primavera, em setembro, competição beneficente.
O senhor considera ter montado uma verdadeira seleção para ajudá-lo na diretoria?
Num clube com poucos sócios adeptos a colaborar, torna-se muito difícil convidar pessoas para participar da diretoria. Todos aqueles que aceitaram o meu convite para participar da diretoria, com certeza o fizeram em consideração a minha pessoa e com intenção de doar um pouco de si para o clube e aos sócios, e eu particularmente estou muito feliz e agradecido a todos. Julgo ter feito uma ótima escolha.
Quais serão os integrantes da nova diretoria?
Além de mim na presidência, José Carlos Mota será o vice; Masayuki Hiratsuka, o Jorge, o novo diretor-tesoureiro; e Hélio Shimpei Matsuzawa é o diretor-secretário. Os diretores-adjuntos são Luiz Fernando da Silva, Sergio Peleias, Seizo Yano e Armando Pereira. Ainda temos mais quatro diretores-adjuntos que estarão juntos por mais um ano, devido ao estatuto, que foram eleitos para o biênio 2009 e 2010. São eles: Paulo Eduardo Armani, Diptendu Sen, Luiz Roberto Albiero e Peter Walker. Trataremos todos os sócios com o máximo carinho e atenção, pois sem eles o clube não tem sentido de existir.
O senhor é de uma família de golfistas? Mais alguém joga golfe?
Na minha família sou o único jogador. Não descendo de família de golfistas.
Há quanto tempo joga golfe e qual é o seu handicap? O senhor nasceu onde? Conte um pouco sobre o senhor.
Jogo desde 1985 e o meu handicap atual é 25. Nasci no município de Cotia, hoje Vargem Grande Paulista. Tenho 62 anos, sou casado, tenho um casal de filhos e trabalho numa fazenda, sendo técnico em contabilidade e economista.
Como o senhor recebeu o retorno do golfe aos Jogos Olímpicos? É possível esperar por ganhos para a modalidade no País por conta dessa volta? O que é preciso melhorar, em sua opinião, para o esporte crescer de fato?
Recebi a notícia com muita alegria e satisfação e tenho certeza que o golfe brasileiro ganhará destaque no cenário internacional, porém o tempo é muito curto para formarmos jogadores com nível suficiente para poder participar da Olimpíada. O jogo de golfe é visto pela maioria das pessoas como um mito, jogo de elite e esporte caro. Precisamos mudar isso e mostrar o lado prazeroso de estar na natureza com campo verde e poder ver os pássaros raros, como papagaios e tucanos, e alguns animais de pequeno porte passeando pelo campo. Outro ponto que precisa ser passado à população, é que o golfe não se trata de um jogo para velhos.
O senhor dedica quanto tempo de sua vida ao golfe?
Na atualidade, tenho jogado sempre que possível aos sábados, domingos e feriados, e de preferência na parte da manhã.
Em sua opinião, quais são os maiores atributos do golfe?
Além de fazer uma boa caminhada, o golfe possibilita também outros exercícios físicos. É muito relaxante.
Marco Antonio Martins
MTb.24.583 Jornalismo
marco@fpgolfe.com.br